O que se sabe sobre a execução de vereador e assessor na Bahia

O vereador Gleiber Júnior (Avante) e seu assessor, Diego Castro Reis, foram encontrados mortos com marcas de tiros na madrugada desse domingo (9), no sítio da família do político às margens da BA-420, na zona rural de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. Em nota enviada na tarde desta segunda (10), a Polícia informou que não há atualizações e segue investigando o caso.

Ainda não se sabe a motivação e nem como o crime aconteceu. Antes de ser morto, o vereador esteve na inauguração da loja União Motors, na Rua Noíde Cerqueira, em Feira de Santana, na noite do sábado (8). Mais tarde, Gleiber compartilhou fotos com amigos em uma confraternização da qual Diego também participou.

O corpo do vereador foi sepultado na manhã desta segunda-feira (10), no cemitério de Santo Amaro da Purificação. A despedida foi marcada por forte comoção e teve a presença de centenas de moradores da região. Ele deixa a mulher e duas filhas.

Vereador acumulava passagens na polícia

Vereador reeleito em 2024 com cerca de 956 votos, Gleiber acumulava rixas e registros policiais. De acordo com processos judiciais movidos contra ele no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o parlamentar municipal foi investigado por crimes de ameaça, invasão de propriedade privada e receptação, crime pelo qual chegou a ser preso.

O vereador foi denunciado por ameaça após perseguir e bater de maneira proposital seu carro no veículo de um homem, que o denunciou à polícia. Na época, a vítima teria alegado que Gleiber teria ameaçado também duas mulheres. Apesar do relato e da investigação, o caso foi arquivado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) por falta de provas no ano de 2022.

Já em 2024, Gleiber virou alvo de um processo de reintegração de posse e acusado de invadir uma fazenda entre Euclides da Cunha e Canudos. Na ação de invasão, inclusive, a denunciante afirmou que o vereador teria ameaçado o caseiro do local para expulsá-lo. Gleiber chegou a afirmar que seria dono da propriedade, mas teve todos os documentos que sustentavam a versão rejeitados pelo juiz do caso.

Em 2019, o vereador foi preso em flagrante, na cidade de Feira de Santana, pelo crime de receptação. Gleiber pagou fiança de R$ 7 mil para ser liberado. Não há, no entanto, detalhes do que motivou a prisão do parlamentar municipal neste caso.

Fonte: Correio

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