27 modelos de celulares perderão acesso ao WhatsApp em setembro

Aplicativo mais usado do Brasil para a troca de mensagens, o WhatsApp deixará de funcionar em alguns modelos de celulares a partir desta segunda-feira (1°). Diante disso, é muito importante ficar atento ao seu modelo atual para não perder a funcionalidade.

A Meta, empresa responsável pelo aplicativo, anunciou que a medida foi colocada como forma de garantir ainda mais segurança e desempenho ao mesmo. Desta forma, o suporte será removido aos dispositivos que não acompanham as atualizações exigidas pelo WhatsApp.

Apesar do avanço da tecnologia trazer muitos pontos positivos, também pode gerar alguns negativos, como o citado acima. O aplicativo é sustentado por sistemas operacionais mais modernos para realizar suas operações, trazendo mais funcionalidades e segurança ao usuário.

De acordo com a Meta, os celulares antigos não contam com a capacidade de suportar os requisitos atuais, comprometendo o usuário e a segurança de seus dados. Diversas marcas de dispositivos já dão adeus, desde a Apple, LG, Motorola, entre outros. Veja a lista completa abaixo.

Apple (iPhone)

iPhone 5
iPhone 5C
iPhone 6 (caso não tenha atualização para iOS 15.1 ou superior)

Samsung

Galaxy S3
Galaxy S4 Mini
Galaxy Note 2
Galaxy Ace 3
Galaxy Core
Galaxy Trend e Trend II
Galaxy X Cover 2
Galaxy S3
MiniMotorola
Moto G (1ª geração)
Moto E (2014)
Razr HD

LG

Optimus G
Nexus 4
G2 Mini
L90

Sony

Xperia Z
Xperia SP
Xperia T
Xperia V

Fonte: TNH1

Lula institui no Brasil a TV 3.0, que começa a funcionar em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na última quarta-feira, 27 de agosto, o Decreto nº 12.595/2025 que regulamenta a TV 3.0, a nova geração da televisão aberta e gratuita brasileira que revolucionará a forma como o público assiste à programação. Com mais interatividade, qualidade de som e imagem superior, além de maior integração com a internet, o novo sistema moderniza o setor, colocando o país na vanguarda da radiodifusão mundial.

MOMENTO HISTÓRICO — Para o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, a assinatura do decreto é um momento histórico para o Brasil, fortalecendo a televisão aberta para continuar sendo um espaço de encontro democrático e popular. Ele destacou que a TV 3.0 não mudará um princípio central: a gratuidade.

“A televisão vai continuar gratuita, como o brasileiro já conhece, mas com a conexão à internet. O Brasil possui cerca de 80 milhões de domicílios e mais de 75 milhões deles têm sinal de televisão. Por outro lado, 75 milhões de lares têm internet. Vamos integrar digital com TV para que a gente possa evoluir na prestação de serviço na cidadania. A televisão aberta é um ponto de encontro do povo brasileiro e precisa evoluir para continuar sendo popular e democrática”, destacou o ministro.

IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL — Siqueira Filho também apontou que a inovação terá forte impacto econômico e social, com geração de empregos, fortalecimento da indústria criativa e maior integração para ampliar serviços de cidadania.

“O Brasil possui um dos maiores setores de radiodifusão do mundo, que deseja continuar se desenvolvendo e inovando, entregando conteúdo com mais qualidade. Nosso papel como poder público é colaborar para o fortalecimento da indústria nacional, que aí sim a gente está vendo a política pública acontecer com a geração de emprego. É isso que estamos fazendo aqui hoje. Estamos dando um passo importante para tornar o Brasil cada vez mais forte e soberano em questão de tecnologia”, declarou.

FASES — A fase preparatória está prevista para ser concluída em 2025, com início das primeiras transmissões da TV 3.0 no primeiro semestre de 2026, nas grandes capitais. O processo de expansão até atingir a cobertura de todo o território nacional deve levar até 15 anos.

Ao todo, a política recebeu investimentos de R$ 7,5 milhões. A maior eficiência na transmissão do serviço vai permitir a entrada de novos radiodifusores, tornando o setor mais democrático e acessível. Com o uso da internet, a TV 3.0 terá potencial de servir como ponto de acesso a serviços públicos digitais e como ferramenta de inclusão e participação social.

ACESSIBILIDADE — A TV 3.0 foi desenvolvida para ampliar a acessibilidade, oferecendo recursos que garantem inclusão e personalização da experiência do público. O sistema contará com legendas configuráveis, permitindo ajustar posição, fonte, cores e tamanho do texto, além de possibilitar o uso de imagens junto às legendas. A nova tecnologia também trará inovações como gerador automático de Libras, fluxos adicionais de áudio com audiodescrição e até mesmo fluxo extra de vídeo, que poderá exibir intérprete de língua de sinais em tempo real.

SISTEMA — O decreto estabelece a adoção da tecnologia de transmissão do sistema ATSC 3.0, conforme recomendação do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD). O Fórum, criado para assessorar tecnicamente o governo brasileiro na implantação do serviço de TV digital no país, é uma entidade sem fins lucrativos que reúne representantes dos setores de radiodifusão, universidades, centros de pesquisa e desenvolvimento, além de fabricantes de televisores, transmissores e softwares. O ATSC 3.0 é um conjunto de padrões que especifica um dos sistemas de transmissão digital mais avançados do mundo.

CREDIBILIDADE — Márcio Novaes, presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABRATEL), lembrou que a televisão aberta brasileira é um patrimônio de credibilidade e confiança, presente há 75 anos na vida da população, sempre de forma gratuita e acessível. Ele ressaltou que a assinatura do decreto da TV 3.0 representa mais um capítulo histórico liderado pelo presidente Lula.

Fonte: Governo Federal

Ataque hacker atinge empresa responsável por conectar bancos ao Pix

Quase dois meses após o desvio quase R$ 1 bilhão de recursos mantidos no Banco Central, hackers atacaram na sexta-feira (29) uma das principais empresas de processamento de pagamentos em atuação no Brasil. A Sinqia afirmou ter detectado atividades suspeitas em seu sistema responsável por conectar bancos ao Pix.

A empresa presta serviço para várias instituições financeiras no Brasil. O nome de eventuais impactados não foram divulgados, e a empresa não confirmou se os hackers conseguiram, de fato, desviar recursos. A informação foi inicialmente publicada pelo portal Neo Feed.

Segundo a colunista Mariana Barbosa, do UOL, os hackers teriam desviado R$ 380 milhões do HSBC por meio de movimentações via Pix. A Folha entrou em contato com o banco, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

A Sinqia afirma que iniciou uma investigação sobre o ataque. “Estamos trabalhando com o apoio dos melhores especialistas forenses. Já estamos em contato com clientes afetados, que compreendem um número limitado de instituições financeiras”, afirmou em nota.

“Neste momento, verificamos que o incidente se limita apenas ao ambiente Pix. Não há evidências de atividade suspeita em nenhum outro sistema da Sinqia além do Pix e esse problema afeta apenas a Sinqia no Brasil. Além disso, neste momento, não temos indicação de que quaisquer dados pessoais tenham sido comprometidos”, acrescentou.

De acordo com Vytautas Zumas, delegado da Polícia Civil de Goiás e especialista em cibersegurança, a Sinqia é uma das poucas empresas autorizadas pelo Banco Central a prestar esse tipo de serviço para instituições financeiras.

“O Pix é um produto do Banco Central, então as instituições financeiras precisam se conectar a essa rede do sistema financeiro nacional. E hoje existem empresas especializadas em prover esses sistemas de conexão, que são chamados de coração da instituição financeira com relação aos processos de pagamentos”, explica.

Nesse caso, bancos com operação no Brasil contratam empresas terceirizadas –como a Sinqia– para operarem seus sistemas. “Para a instituição financeira é mais seguro você adquirir isso como um serviço. Ou seja, você compra serviços para que a sua instituição financeira possa se conectar à rede do Sistema Financeiro Nacional”, complementa. “E, ao que tudo indica, foi explorado algum tipo de vulnerabilidade nesse serviço”.

Em julho, um outro ataque hacker desviou cerca de R$ 1 bilhão de recursos mantidos no Banco Central, no maior evento do tipo já registrado no Brasil. Na ocasião, os valores estavam em contas de clientes da empresa C&M Software, que também presta serviços de tecnologia para instituições do setor financeiro, como XP e Bradesco.

Assim como no último ataque, o incidente desta sexta não atingiu a infraestrutura do Pix, que segue operando normalmente.

Fonte: Folha de S. Paulo

Startup de delivery fundada em Roraima fatura R$ 6 milhões por ano

A Pigz, startup que une delivery, eventos e gestão para pequenos negócios com modelo sem comissões, nascida em Boa Vista (Roraima) em 2020, fatura por ano R$ 6 milhões.

A empresa movimentou na plataforma R$ 1 bilhão em 2024. O número de pedidos subiu de 11.000 em 2020 para 19 milhões em 2024.

Segundo os fundadores Laércio Gentil e Leonardo Seefeld, o diferencial para os grandes players do mercado é a adoção de “abordagem inovadora”.

A Pigz opera com um modelo de assinatura mensal fixa. A mensalidade para restaurantes varia de R$ 79 a R$ 399, sem comissões sobre as vendas.. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.

Gentil declara que, ao não gastar o lucro com comissões, o pequeno empreendedor pode usar o sistema completo da empresa e ainda economizar. A startup estima que R$ 9,27 milhões deixaram de ser pagos para outros marketplaces e permaneceram na economia de Roraima.

Para impulsionar sua próxima fase de crescimento, a empresa está em conversas com fundos de investimento em busca de uma rodada de R$ 7,5 milhões. Isso representaria o 1º aporte externo da Pigz que, até o momento, tem financiado suas operações exclusivamente com caixa próprio. O principal objetivo desta captação é a expansão nacional.

“Estamos prontos para levar a Pigz a outras capitais brasileiras. A rodada de investimento vai viabilizar essa expansão, com foco em tecnologia, operação e no modelo de assinatura que assegura preços justos e estabilidade para nossos parceiros em cada nova praça”, afirma Gentil.

Fonte: Poder 360

PGR se manifesta contra ter agentes da PF dentro da casa de Bolsonaro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi contra o pedido do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para colocar agentes policiais dentro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), onde ele cumpre prisão domiciliar.

A PGR se manifestou após o chefe da PF apresentar a sugestão. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não se aponta “situação crítica de segurança no interior da casa”.

Gonet, no entanto, reforça que é possível aumentar o policiamento nas áreas externas. “Justifica-se, não obstante, o acautelamento das adjacências, como a rua em que a casa está situada e até mesmo da saída do condomínio.”

“Estando em causa a aplicação de cuidados interventivos sobre direitos a terem lugar em momento anterior ao desfecho do processo em curso, é inevitável que se haja de estabelecer um equilíbrio entre o status atual do Sr. Jair Bolsonaro e os interesses da Justiça Pública. Essa avaliação não induz a Procuradoria-Geral da República, neste momento, a propugnar por soluções mais gravosas do que a da custódia domiciliar.”

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), vai decidir a partir da análise das manifestações dos dois órgãos. Ele havia determinado que policiais penais do governo do Distrito Federal fiquem 24 horas por dia vigiando o condomínio do ex-presidente, mas sem adotar “medidas intrusivas” na casa de Bolsonaro ou causar transtornos na vizinhança.

Fonte: UOL

Lula autoriza processo para aplicar Lei da Reciprocidade contra EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou na noite desta quinta-feira (28.ago.2025) a abertura do processo para aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica (15.122 de 2025) contra os Estados Unidos, que impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

O Ministério das Relações Exteriores submeteu à Camex (Câmara de Comércio Exterior) uma análise das medidas econômicas implementadas pelo governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano), acionando os trâmites do decreto 12.551 –que regulamenta a lei.

A Camex terá 30 dias para avaliar se as medidas norte-americanas se enquadram na lei. Se aprovar, discutirá contramedidas. Caso decida aplicar a Lei da Reciprocidade, será a 1ª vez que o instrumento será usado no Brasil.

A legislação, aprovada pelo Congresso em 2 de abril já em reação a Trump, permite a suspensão de concessões comerciais em resposta a medidas unilaterais que impactem negativamente a competitividade brasileira. As contramedidas devem ser proporcionais ao prejuízo causado.

Durante a análise da Camex, os EUA poderão se manifestar no processo. Segundo apurou o Poder360, a avaliação do Brasil é que isso mantém aberto o canal de diálogo entre os 2 países. O governo norte-americano deve ser formalmente comunicado nesta sexta-feira (28.ago).

A decisão foi confirmada ao final do dia pelos ministérios envolvidos no processo. A medida foi discutida ao longo desta semana, com a decisão sendo amadurecida nos últimos dias.

Fonte: Poder 360

Pix: novas regras vão facilitar devolução de valores em casos de golpe

O Banco Central (BC) publicou nesta quinta-feira (28) uma resolução que altera as regras do Pix para melhorar o chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED). A mudança, anunciada em abril, facilita a devolução de recursos para vítimas de fraudes, golpes ou coerção.

A partir de 1º de outubro, o MED passa a ser feito de forma 100% digital, sem a necessidade de interação com o atendimento da instituição financeira. Todos os bancos participantes vão disponibilizar a funcionalidade no próprio ambiente Pix de seus aplicativos. Dessa forma, a transação poderá ser facilmente contestada, sem a necessidade de entrar em contato com a instituição financeira por meio das centrais de atendimento.

De acordo com o BC, o autoatendimento do MED dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, “o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”.

Contas

Outra mudança no MED, a partir da resolução publicada ontem, é que será possível fazer a devolução do dinheiro a partir de outras contas, e não apenas daquela utilizada na fraude. Até o momento, a devolução dos recursos pode ser feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, em geral, retiram rapidamente os recursos da conta que recebeu o dinheiro e os transferem para outras. Dessa forma, quando o cliente faz a reclamação e pede a devolução, o mais comum é que a conta já esteja esvaziada.

Com os aprimoramentos, o MED vai identificar possíveis caminhos dos recursos. Essas informações serão compartilhadas com os participantes envolvidos nas transações e permitirão a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação, de acordo com o BC. Essa mudança estará disponível a partir de 23 de novembro, de forma facultativa, e se torna obrigatória em fevereiro do ano que vem.

“O BC espera que, com essa medida, aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. O compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes”, esclarece o banco, em nota.

Fonte: Agência Brasil

PF faz megaoperação contra o PCC por esquema bilionário de combustíveis em 8 estados

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta (28) uma megaoperação dividida em três grandes ações simultâneas contra a facção criminosa PCC e outras organizações em um esquema bilionário de distribuição e adulteração de combustíveis em oito estados do país. As investigações apontam movimentações ilícitas de mais de R$ 23 bilhões e sonegação fiscal de R$ 7,6 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais.

As operações Quasar, Tank e Carbono Oculto são realizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Santa Catarina com 14 mandados de prisão, 54 busca e apreensão e bloqueios de bens de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas.

“As duas operações (Quasar e Tank), embora distintas, têm em comum o objetivo de desarticular esquemas de lavagem de dinheiro, com grande impacto financeiro e envolvimento de organizações criminosas”, disse a Polícia Federal em nota.

Fontes a par das investigações afirmam que o PCC utilizava o esquema para dar legalidade ao dinheiro arrecadado com o tráfico de drogas, incluindo a adulteração de combustíveis com metanol e nafta distribuídos para todo o país. Com este esquema, a organização eliminou atravessadores no esquema de produção e distribuição.

Já em relação à Carbono Oculto, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirma que “a organização criminosa PCC está associada a uma rede de organizações criminosas, cujos vínculos são estabelecidos de forma permanente ou eventual, e convergente, de modo a assegurar a efetividade das atividades econômicas ilícitas, notadamente por meio da sua inserção na economia formal, como é o setor de combustível e o sistema financeiro”. A facção teria até mesmo comprado usinas de produção de etanol no interior do estado.

A autoridade afirma que o esquema vinha sendo realizado, pelo menos, desde 2019 com a adulteração de combustíveis e a lavagem de dinheiro da organização criminosa. As primeiras informações apontam a participação de 40 fundos de investimentos vinculados a fintechs no esquema com patrimônio de R$ 30 bilhões, algumas delas localizadas na Avenida Faria Lima, na capital paulista, endereço tido como “coração” do mercado financeiro brasileiro, que gerenciariam uma quantia bilionária de investimentos do PCC.

Em uma entrevista coletiva realizada no final da manhã, os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Fernando Haddad (Fazenda) afirmaram que o PCC migrou da “ilegalidade para a legalidade” com uma forte atuação no setor de combustíveis — que vem de anos — e que esta será apenas a primeira de outras ações que devem ser realizadas no futuro com coordenação nacional.

Fonte: Gazeta do Povo

População brasileira chega a 213,4 milhões em julho de 2025

A população brasileira alcançou o contingente de 213,4 milhões de habitantes em 1º de julho de 2025. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa crescimento de 0,39% em relação ao ano anterior.

A publicação da estimativa populacional no Diário Oficial da União é um requisito do Tribunal de Contas da União e serve como base para cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, transferências de recursos da União para os entes federativos.

Para se chegar à estimativa populacional, o IBGE parte do último censo realizado (2022) e faz projeção anual em cima de dados como taxas de mortalidade e nascimento. Os dados também são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre os censos.

Na publicação, o IBGE aponta a população de todos os estados, do Distrito Federal, regiões metropolitanas e municípios.

De acordo com o gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Marcio Minamiguchi, o Brasil vivencia tendência de crescimento cada vez menor.

“Os resultados mostram uma desaceleração, o que já era indicado pelo Censo 2022 e pelas Projeções da População”, avalia.

De acordo com o instituto, a população brasileira seguirá em trajetória de crescimento até 2041, atingindo 220,43 milhões de habitantes, passando a encolher a partir de 2042. Em 2070, o país deve ter 199,2 milhões de pessoas.

Fonte: Agência Brasil

Delegada casada com homem que matou gari é afastada de cargo em MG

A delegada Ana Paula Balbina, casada com René da Silva Nogueira Júnior – empresário que matou um gari em Belo Horizonte (MG) – foi afastada de seu cargo na Polícia Civil, por motivos de saúde.

De acordo com a PCMG (Policia Civil de Minas Gerais), uma licença médica de 60 dias para tratamento de saúde foi concedida à servidora, nos termos da Lei.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais e o Inquérito Policial instaurado para apurar o homicídio do gari segue em tramitação.

Relembre o caso

René da Silva Nogueira Júnior, empresário e diretor de negócios de uma rede de alimentos, foi preso pela Polícia Civil após matar a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, na segunda-feira, 11 de agosto, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

O crime aconteceu por volta das 9h03 na Rua Modestina de Souza, bairro Vista Alegre. De acordo com a Polícia Militar, Laudemir trabalhava na coleta de lixo quando o veículo do empresário, uma BYD de cor cinza, parou no sentido contrário ao caminhão e o condutor se irritou, alegando que o veículo atrapalhava o trânsito.

O empresário apontou a arma para a motorista do caminhão e ameaçou “dar um tiro na cara”. De acordo com as testemunhas, ao ultrapassar o caminhão, René desembarcou com a arma em punho, deixou o carregador cair, recolocou-o, fez o manejo e disparou contra o gari.

O disparo atingiu a região das costelas do lado direito, atravessou o corpo e se alojou no antebraço esquerdo. O executivo estava em uma academia após o crime, quando foi localizado e preso.

Segundo a corporação, a delegada entregou voluntariamente a arma à polícia e afirmou que René não tinha acesso aos armamentos. Ela também disse desconhecer o crime.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou um procedimento disciplinar e um inquérito policial para investigar a conduta de Ana Paula.

Fonte: CNN

Vereador quer restringir migração de Nordestinos para o Sul: ‘Vai virar um favelão’

O vereador Mateus Batista (União Brasil), de Joinville, em Santa Catarina, gerou forte polêmica ao defender um projeto de lei que pretende restringir a migração de pessoas vindas do Norte e do Nordeste para o município. Nas redes sociais, o parlamentar, ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre), afirma que, se o fluxo migratório não for controlado, “Santa Catarina vai virar um grande favelão”.

A proposta de Batista sugere que novos moradores tenham de comprovar residência em até 14 dias após a mudança, sob pena de não poderem permanecer legalmente em Joinville.

O parlamentar utiliza como argumento o pacto federativo, sistema que define a distribuição de recursos entre União, estados e municípios. Segundo Mateus, Santa Catarina “paga a conta duas vezes”, uma vez que contribui com a arrecadação federal e ainda precisa lidar com a chegada de migrantes vindos de regiões que seriam “mal administradas”.

O vereador afirma que a presença de migrantes poderia “transformar a cidade em uma favela”, associando a chegada dessas pessoas com problemas sociais e à sobrecarga nos serviços públicos.

“Enquanto Brasília suga nossos impostos e devolve menos da metade, estados mal administrados como o Pará empurram sua população pra cá. O resultado? Congestionamentos, serviços públicos sobrecarregados e aumento da desordem social. Se não controlarmos o fluxo migratório, Santa Catarina vai explodir!”, escreveu em seu Instagram.

O parlamentar também tem o apoio do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP). Segundo Batista, sua proposta se inspira em “modelos internacionais como o da Alemanha”, e seria uma forma de “quebrar um pacto federativo injusto”.

Durante sessão na Câmara de Vereadores, na segunda-feira, 25 de agosto, Batista atacou diretamente o Pará, enquanto discursava:

“Belém tem 57% da sua população favelizada. Estou falando da forma como o Estado é governado. Esse fluxo migratório está sendo pressionado novamente por causa de Estados mal geridos no Norte e Nordeste. O Estado do Pará é um lixo.”

Repercussão

As falas e a proposta de Mateus Batista repercutiram de imediato nas redes sociais. Na internet, o público repudiou as suas declarações, e acusou o vereador de preconceito regional e xenofobia. Políticos e lideranças nacionais também criticaram a iniciativa e reforçaram a necessidade de combater a discriminação contra nordestinos e nortistas.

Fonte: Portal de Prefeitura

Motta diz que discutir proposta de blindagem a parlamentares ‘é direito do Congresso’

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira (27) que discutir a proposta que busca blindar parlamentares de investigações e julgamentos é “um direito do Congresso”. Ele defendeu a iniciativa como uma forma de dar mais independência a deputados e senadores, dizendo que ela atende ao espírito da Casa.

A Câmara marcou para esta semana a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) da blindagem, que impede investigações criminais contra deputados federais e senadores sem aval expresso do Congresso. A ideia principal é restabelecer o texto original da Constituição de 1988, que previa a necessidade de autorização prévia do Legislativo para que parlamentares fossem investigados e julgados por crimes comuns.

“A Câmara tem dado urgência a diversas pautas da sociedade, setores importantes, pautas econômicas. E discutir as prerrogativas parlamentares também é uma prioridade”, afirmou durante evento dos jornais O Globo e Valor Econômico. “É um direito do Congresso discutir aquilo que entende ser importante para que os parlamentares tenham independência acerca de suas atividades.”

Ele disse ainda que a discussão é necessária para garantir o que entende estar estabelecido pela Constituição.

“Para nós, isso é inegociável. Essa demanda, e vendo às análises [que dizem que] atende A, B, ou C, não [estão corretas]. Atende ao espírito da casa. Há de vários partidos, não só partidos de oposição ou da base aliada, um sentimento na Casa que essa atividade parlamentar precisa ser, não vou dizer melhor protegida, mas melhor dimensionada do ponto de vista legal”, afirmou.

Segundo ele, há entendimento da Casa de que “algumas decisões têm transgredido o limite daquilo que ao parlamentar é garantido”.

“Essa instabilidade institucional que temos vivido tem incomodado os parlamentares”, disse. “E não é retaliação a quem quer que seja. É uma medida que o Poder Legislativo entende que deve discutir, pelo menos no âmbito da Câmara, acerca dessa revisão constitucional, acerca daquilo que a nós é garantido”, disse.

Fonte: Folha de S. Paulo

Brasil repudia declarações de ministro israelense: Grosserias inaceitáveis

O MRE (ministério das Relações Exteriores) declarou nesta terça-feira (26), que o ministro da Defesa de israelense, Israel Katz, proferiu “ofensas, inverdades e grosserias inaceitáveis ​​contra o Brasil” ao chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “antissemita declarado e apoiador do Hamas”.

“O Ministro da Defesa e ex-chanceler israelense, Israel Katz, voltou a proferir ofensas, inverdades e grosserias inaceitáveis ​​contra o Brasil e o Presidente Lula.”

“Espera-se do sr. Katz, em vez de habituais mentiras e agressões, que assuma responsabilidade e apure a verdade sobre o ataque de ontem contra o hospital Nasser, em Gaza, que provocou a morte de ao menos 20 palestinos, incluindo pacientes, jornalistas e trabalhadores humanitários”, diz a nota do Itamaraty.

O governo brasileiro defendeu ainda que como ministro de Estado, o israelense não pode fugir da responsabilidade diante do acontecido na unidade médica.

“Como Ministro da Defesa, o senhor Katz não pode se eximir de sua responsabilidade, cabendo-lhe assegurar que seu país não apenas previna, mas também impeça a prática de genocídio contra os palestinos.”

A declaração de Katz aconteceu em uma publicação em português na segunda-feira (25).

“Agora ele revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA — o organismo internacional criado para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel — colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel”, escreveu Katz na segunda-feira (25).

O ministro ainda associou Lula ao supremo líder do Irã, Ali Khamenei, colocando no post uma imagem gerada por inteligência artificial, onde o brasileiro aparece como um fantoche controlado por Khamenei.

Fonte: CNN