Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

A vacinação contra a covid-19, iniciada há 5 anos no Brasil, levou ao fim da pandemia – mas a doença ainda persiste, mesmo que em patamares muito menores. Por isso, especialistas alertam que é essencial manter a imunização entre aqueles que não foram vacinados antes ou que têm risco maior de desenvolver quadros graves da doença.

A cobertura, no entanto, está longe do ideal: em 2025, de cada 10 doses distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, menos de 4 foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas 8 milhões aplicadas.

Dados da plataforma Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mostram as consequências dessa baixa cobertura. Em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes. Os números se referem apenas aos casos confirmados com teste laboratorial e, como alguns registros são inseridos tardiamente no sistema de vigilância do Ministério da Saúde, os dados de 2025 ainda podem aumentar.

O coordenador do Infogripe Leonardo Bastos reforça que o coronavírus continua sendo um dos vírus respiratórios mais ameaçadores para a saúde.

“A covid não foi embora. De tempos em tempos a gente tem surtos e avalia constantemente se esses surtos crescem, se eles podem se transformar em uma epidemia. O que a gente vê hoje de número de casos e mortes ainda é algo absurdo. Mas, como a gente passou por um período surreal na pandemia, o que seria considerado alto, acaba sendo normalizado”, diz.

A pesquisadora da plataforma,Tatiana Portella complementa que o vírus ainda não demonstrou ter uma sazonalidade, como a influenza, por exemplo, que costuma apresentar aumento de casos no inverno.

“A gente pode ter uma nova onda a qualquer momento com o surgimento de uma nova variante, que pode ser mais transmissível, infecciosa, e não tem como prever quando que vai surgir essa nova variante. Por isso que é importante que a população sempre esteja em dia com a vacinação”, recomenda.

Fonte: Agência Brasil

Brex: Conheça a startup brasileira vendida por US$ 5,15 bilhões

A Capital One adquiriu a Brex, startup brasileira em um negócio de US$ 5,15 bilhões. A empresa foi fundada em 2017 com foco inicial em cartões de crédito corporativos, mas logo expandiu suas operações para tecnologia de gerenciamento de despesas e pagamentos B2B (transações entre empresas).

Sediada em São Francisco, nos Estados Unidos, a companhia pertence aos brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras e opera atualmente em mais de 50 países. Após a conclusão da transação, Franceschi continuará a liderar a Brex como parte da Capital One.

O acordo para aquisição da Brex envolverá metade do pagamento em dinheiro e outra em ações, devendo ser concluída ainda neste ano, informou a Capital One.

“Desde a nossa fundação, buscamos construir uma empresa de pagamentos na vanguarda da revolução tecnológica”, disse Richard D. Fairbank, fundador, presidente do conselho e CEO da Capital One.

“A aquisição da Brex acelera essa jornada, especialmente no mercado de pagamentos corporativos”, acrescentou.

Quem são os fundadores da Brex?

Antes da Brex, Franceschi e Dubugras já haviam empreendido juntos. Em 2013, criaram a Pagar.me, fintech de pagamentos online voltada para pequenos negócios, vendida em 2016 para para a Stone.

O valor da transação não foi divulgado, mas foi o suficiente para que os jovens empreendedores pudessem estudar em Stanford.

Atualmente, Franceschi é o CEO da Brex, função que antes dividia com Dubugras. Desde 2024, Henrique passou a atuar apenas como presidente do conselho administrativo, decisão motivada pela necessidade de agilizar processos diante do crescimento da empresa.

No último ano, Franceschi se enquadrou na lista da Forbes dos como o único bilionário brasileiro que não é herdeiro.

“Juntos, vamos maximizar o potencial dos fundadores, combinando a expertise em pagamentos e o software de gestão de despesas da Brex com a escala massiva, a análise de crédito sofisticada e a marca forte da Capital One para acelerar o crescimento e aumentar a velocidade com que podemos oferecer melhores soluções financeiras para milhões de empresas na economia tradicional dos EUA”, disse Franceschi.

Fonte: CNN

Nubank assume posto de segundo maior banco do Brasil em número de clientes

O Nubank superou o Bradesco e se tornou o segundo maior banco em número de clientes na modalidade pessoa física, mostram dados do Banco Central consultados por VEJA esta semana. Segundo os número do BC, o roxinho alcançou a marca de 112 milhões de clientes.

Já o Bradesco, terceiro colocado do ranking, possui 110 milhões de clientes na modalidade pessoa física. O Itaú, quarto colocado, tem 100 milhões de pessoas físicas utilizando seus serviços. O Banco do Brasil ocupa a quinta colocação, com 81 milhões de clientes. A Caixa Econômica Federal manteve sua liderança nacional, com 158 milhões de pessoas com conta aberta no banco.

Em nota enviada à imprensa, o Nubank lembra que ingressou no top 5 dos bancos brasileiros no setor pessoa física em 2022. Desde então, a companhia subiu uma posição por ano e foi superando empresas tradicionais do segmento, como Banco do Brasil e Itaú.

De acordo com a CEO do Nubank no Brasil, Livia Chanes, 85% da base de clientes no Brasil manteve-se ativa mensalmente, e a receita média por cliente ativo (ARPAC) atingiu seu patamar histórico mais alto no terceiro trimestre de 2025.

“Nossa base de mais de 112 milhões de clientes é fruto de um trabalho contínuo para oferecer produtos que façam sentido no cotidiano, com um atendimento humano e tecnologia que remove a complexidade do dia a dia”, afirma Chanes.

Além do avanço no Brasil, a companhia também busca expansão em outros países. Em setembro, a fintech pediu autorização para operar como banco nos EUA. A empresa encerrou o terceiro trimestre de 2025 com lucro de 783 milhões de dólares, alta de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: VEJA

Agentes federais dos EUA matam a tiros mais uma pessoa em Minneapolis

Um homem de 37 anos foi morto durante abordagem de agentes federais enviados pelo governo de Donald Trump, em Minneapolis, nos Estados Unidos, neste sábado (24). O governador de Minnesota, o democrata Tim Walz, chamou a ação de “mais um ataque a tiros horrível” por agentes federais no estado.

De acordo com autoridades, a vítima é Alex Pretti, um enfermeiro, cidadão americano e morador da cidade. O incidente ocorre duas semanas após um agente do ICE ter matado a tiros Renée Good, cidadã americana também de 37 anos, na mesma cidade.

Em vídeo nas redes sociais, ao menos seis agentes tentam conter Pretti por 20 segundos antes de realizar uma série de disparos contra ele, que fica estendido, imóvel, no chão.

O local do vídeo coincide com o endereço providenciado por autoridades locais em entrevista coletiva, próximo à esquina da avenida Nicollet com a rua 26 Leste. A ação é filmada ainda pelo ângulo oposto, de frente para a ação dos agentes. As imagens, filmadas por diversos ângulos, não sugerem que Pretti tentava agredir os agentes, mas tentado resistir à abordagem dos funcionários federais, que também empurraram uma mulher próxima a Pretti.

“Acabei de falar com a Casa Branca após outro ataque a tiros horrível realizado por agentes federais nesta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, escreveu Walz no X, logo após o incidente. “O presidente deve encerrar esta operação. Retire os milhares de oficiais violentos e não treinados de Minnesota. Agora.”

Mais tarde, Trump acusou Walz e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também democrata, de insurreição.

Em entrevista a jornalistas, Frey pediu que Trump colocasse “os EUA em primeiro lugar”. “Quantos moradores, residentes, americanos precisam morrer ou serem machucados para que essa operação acabe?”, questionou.

A população local reagiu à escalada da violência protestando na cidade, próximo ao local em que o homem foi morto, encarando temperaturas abaixo de zero em meio a forte nevasca que atinge diversos estados do centro e do leste do país. O local ficou restrito por autoridades federais, e autoridades locais afirmaram durante a tarde que não tiveram acesso ao local da abordagem para investigar o caso.

Em imagens nas redes e nas emissoras de TV locais, a polícia aparece usando gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bombas de efeito moral para conter os manifestantes. Durante a tarde, agentes federais já haviam deixado as imediações.

De acordo com o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, a polícia conseguiu identificar que o único registro policial de Pretti foi em decorrência de multas de trânsito.

Na entrevista, O’Hara afirmou que uma equipe recebeu chamado às 9h03 (12h03 em Brasília) e, quando chegou ao local, encontrou o homem com “múltiplos ferimentos por tiros”. Ele foi transportado por ambulância ao hospital, onde a morte foi confirmada.

Nas redes sociais, o Departamento de Segurança Interna afirma que a ocorrência aconteceu em meio a uma operação contra um suposto imigrante em situação irregular no país. De acordo com a pasta, um homem se aproximou de agentes com uma pistola semiautomática de 9 mm —imagens disponíveis não parecem indicar essa alegação, e Pretti parece apenas filmar a ação e tentar impedir que os agentes atingissem uma mulher que havia sido empurrada.

Ainda segundo o departamento, houve uma tentativa de desarmar o homem, mas ele teria reagido de forma violenta —o homem resiste à abordagem, mas não há sinais, nas imagens, de que ele tentou agredir os seis agentes sobre ele.

Pretti possuía licença para portar arma de fogo, segundo O’Hara. De acordo com o Departamento de Segurança de Minnesota, é necessária uma licença para portar armas de fogo em público, mas a legislação não exige que se oculte a arma.

Fonte: Folha de S; Paulo

Nikolas chega ao Distrito Federal em caminhada por anistia

Neste sábado (24.jan.2026), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegaram ao Distrito Federal durante a “Caminhada pela Liberdade”. O grupo deve chegar neste domingo (25.jan.2026) à Praça do Cruzeiro para um ato em defesa da anistia, a partir das 12h.

Ainda neste sábado, o congressista passou a usar um colete à prova de balas depois de ser orientado por agentes de sua equipe de segurança sobre possíveis ameaças durante o percurso. A manifestação, que reúne mais de 100 pessoas na rodovia federal que conecta Minas Gerais à capital federal, protesta contra as prisões relacionadas aos atos do 8 de Janeiro e contra a condenação do ex-presidente.

O congressista anunciou a chegada ao Distrito Federal em uma publicação no X. No vídeo divulgado, é possível ver Nikolas e os apoiadores que o acompanharam na caminhada. “Falta pouco!”, escreveu.

Este é o 6º dia da “Caminhada pela Liberdade”. No 1º dia, Nikolas caminhou por 36 quilômetros.

O Palácio do Planalto foi cercado por grades neste sábado (24.jan.2026), na véspera da manifestação que marca o fim da caminhada de 240 km do deputado e de apoiadores. Além do Planalto, o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal) também estavam cercados por grades.

Fonte: Poder 360