Homem é preso por tentativa de estupro de criança de 6 anos em Salgueiro

A polícia prendeu nesta sexta-feira, 14, na Rua 2 da Vila dos Funcionários, em Salgueiro, um homem que tentou estuprar uma menina de 6 anos.

O crime aconteceu por volta das 10h e foi denunciado pela própria vítima. A criança relatou aos familiares que o indivíduo a beijou e tentou tirar sua roupa.

Segundo o que se apurou, a menina estava dormindo na casa da vizinha e ao acordar foi para o sofá. Nesse momento, o indivíduo chegou e começou a beijá-la à força, impedindo que ela saísse.

Em seguida, levou a criança para um quarto, a beijou novamente na boca e tentou tirar suas vestes de baixo, mas felizmente a vítima conseguiu se desvencilhar e correr.

O acusado foi preso pela equipe da Rocam e encaminhado à delegacia, sendo autuado em flagrante delito por estupro de vulnerável.

Da redação do Blog do Chico Gomes 

Aposta de Porto Alegre acerta Mega-Sena e leva prêmio de R$ 99 milhões

Uma aposta de Porto Alegre (RS) acertou as seis dezenas do concurso 2.940 da Mega-Sena, realizado nesta sexta-feira (14). O vencedor irá receber prêmio de mais de R$ 99 milhões.

Os números sorteados foram: 07 – 08 – 09 – 13 – 22 – 53

– 170 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 28.007,64

– 13.794 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 568,96

O próximo sorteio será realizado na terça-feira (18), com prêmio estimado de R$ 3,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) do dia do sorteio nas lotéricas de todo o país. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa. O valor de uma aposta simples é R$ 6.

Fonte: Agência Brasil

Proclamação da República: um chamado permanente ao fortalecimento da cidadania e das instituições

Por Edilson Silva

Se voltarmos ao 15 de novembro de 1889, podemos imaginar o Brasil como uma nação em efervescência, cercada por esperanças e inquietações. A República era uma promessa. Um rompimento com o poder hereditário e a centralização política da monarquia. Contudo, também era uma escolha feita às pressas e, em muitos sentidos, ainda imatura. Como cidadãos do presente, com um olhar interligado ao passado, questiono: o quanto dessa proclamação, de fato, cumprimos?

Certa vez, ao refletir sobre momentos de transformação como esse, fui tocado pela frase atribuída a Joaquim Nabuco: “A abolição foi o primeiro passo; o próximo seria libertar o Brasil de todas as suas heranças escravagistas.” Essa ideia ressoou em mim como um chamado contínuo para que avancemos, dos alicerces históricos às bandeiras republicanas que ainda precisam ser fincadas de forma sólida — sob o solo das instituições democráticas e da cidadania ativa.

Quando o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou o início do regime republicano, o Brasil carregava nas costas o peso de séculos de exclusão social, concentração de poder e privilégios consolidados. Da monarquia, herdamos desigualdades que não se desfizeram com uma assinatura ou com palavras de ordem. As primeiras décadas republicanas, principalmente durante a chamada República Velha, não foram capazes de corresponder à promessa de inclusão.

A representação política, ainda restrita a uma elite, via a figura do cidadão como secundária. A voz popular, principal sustentáculo de qualquer República, esteve, por décadas, abafada pelo autoritarismo de coronéis e ciclos de instabilidade governamental. A pergunta que ecoa no presente surge quase inevitável: quantas dessas barreiras, de fato, conseguimos transpor?

Ainda assim, seria injusto não reconhecer os passos gigantes que demos em momentos críticos de nossa história. A Constituição de 1988, batizada como “Cidadã”, remodelou um Brasil recém-saído de um regime autoritário. Instituímos princípios tão caros à República, como a universalização de direitos, a ampliação da Justiça Eleitoral e o fortalecimento da transparência por meio do controle social.

Nesse esforço, os Tribunais de Contas emergem como guardiões dessa transformação. Longe de serem meros órgãos técnicos, tornaram-se a ponte entre o direito público e a responsabilização. Atuando como conselheiro nas contas dos gestores e defensor do patrimônio do povo, o controle externo tem hoje um papel que vai além dos números: é uma ferramenta de cidadania. Brasil afora, temos testemunhado como ações integradas entre os Tribunais de Contas e a população promovem mudanças concretas na qualidade da gestão pública, garantindo investimento responsável e retornos à sociedade.

A recente aprovação do Projeto de Emenda Constitucional n. 39/2022 – a PEC da Essencialidade – pelo constituinte derivado é uma vitória significativa para o amadurecimento da República. Ao estabelecer os Tribunais de Contas como órgãos permanentes e indispensáveis, essa medida reforça os pilares republicanos de controle, transparência e responsabilidade na gestão pública e fortalece-se o sistema de freios e contrapesos, essencial para a democracia. Sua importância vai além de uma conquista institucional: ela simboliza o compromisso contínuo com os ideais de 1889, garantindo que o patrimônio do povo seja gerido com ética e eficiência.

Esse aprimoramento das instituições republicanas tem mostrado seu valor, especialmente em cenários de crise. Durante desafios recentes, como a pandemia de Covid-19, a atuação dos Tribunais de Contas provou que a capacidade de adaptação e vigilância é uma das maiores forças da República. Vimos a mobilização do setor público para salvar vidas, enquanto a transparência e o controle foram ferramentas cruciais para minimizar desvios e irregularidades. Cada passo foi uma reafirmação do chamado republicano à responsabilidade e ao bem coletivo.

Mas não nos enganemos: o Brasil de 1889 e o Brasil de 2025 ainda se comunicam em vários aspectos que nos desafiam. A desigualdade é uma ferida aberta, que só pode ser curada com reformas estruturais. Assistimos a retrocessos nas discussões sobre direitos fundamentais, e muitos brasileiros ainda se encontram à margem do debate político, sem voz ou acesso às decisões que mais impactam suas vidas.

Além disso, um problema central nos ronda: a confiança nas instituições. E aqui, faço uma provocação como presidente da Atricon e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia: só haverá uma República plenamente consolidada se o cidadão confiar naqueles que administram o presente e fiscalizam os rumos do futuro. Essa confiança não pode ser apenas declarada, mas precisa ser construída, diariamente, com ética, trabalho e resultados concretos.

Convido você a olhar para o 15 de novembro de outra maneira. Não como um dia congelado no calendário, mas como um chamado vivo, uma lembrança de que a República exige cuidado permanente. Exige líderes éticos, cidadãos vigilantes e instituições fortes. Exige reconciliação entre as desigualdades do passado e o progresso inclusivo do futuro.

A Proclamação da República não foi um fim, mas o início de um longo projeto nacional — um projeto que continua sendo escrito, no Parlamento, nos Tribunais, no campo, nas fábricas, no comércio, nas escolas, e em cada cidadão que ousa sonhar com um país mais justo.

Sigamos conscientes dessa tarefa, pois, ao construirmos esse futuro juntos, seremos também responsáveis por escrever capítulos mais dignos na história da nação brasileira. Para isso, o lema Ordem e Progresso precisa ser, mais do que uma frase na bandeira, um compromisso no coração de cada um de nós.

Que assim seja.

Edilson Silva é conselheiro do TCE-RO e presidente da Atricon

Governo Federal vai criar 8,6 mil cargos de professores e técnicos em educação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (14) duas mensagens que encaminham ao Congresso Nacional projetos de lei voltados à área de educação.

O primeiro projeto altera a lei orçamentária para autorizar a criação de mais 8,6 mil cargos de magistério superior e técnico administrativo em educação, e assim poder aumentar o quantitativo de 21.204 para 29.804.

O segundo projeto cria um plano especial de cargos no Ministério da Educação (MEC), composto por cargos de nível superior, intermediário e auxiliar.

Em evento que agraciou 262 pessoas com a Ordem do Mérito Educativo, Lula disse que é mais barato financiar educação para as crianças do que manter um jovem na cadeia por falta de oportunidades.

Crítica

O presidente afirmou que tudo o que for necessário para homenagear trabalhadores da educação é pouco.

“Muita gente nunca quis que o povo brasileiro fosse educado. É como se fosse uma coisa vergonhosa para a elite durante tantas décadas e séculos não permitir que o povo brasileiro tivesse acesso à educação”, disse o presidente, em evento no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília.

Lula lamentou ainda que, mesmo com todo o investimento feito na educação brasileira, na comparação com Chile e Argentina, o país tem, proporcionalmente, menos jovens na universidade.

O presidente disse que vai anunciar, ainda neste mês, as universidades dos Esportes e a Indígena.

Fonte: Agência Brasil

STF tem maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu por coação

Com o voto do ministro Cristiano Zanin, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta sexta-feira (14) para aceitar a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O deputado foi acusado de articular sanções ao Brasil e autoridades brasileiras nos Estados Unidos. O objetivo seria interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado.

O ministro relator, Alexandre de Moraes, disse em voto que a PGR descreveu detalhadamente as condutas de Eduardo, trazendo provas suficientes de que o deputado buscou criar caos social por meio de suas ações nos EUA.

Moraes foi acompanhado por Flávio Dino e Zanin. Ainda resta o voto de Cármen Lúcia para ter todos os votos do colegiado. Apesar disso, o julgamento encerra oficialmente no dia 25 de novembro.

“Há relevantes indícios de que as condutas de Eduardo Nantes Bolsonaro tinham como objetivo a criação de um ambiente institucional e social de instabilidade, com aplicação de crescentes sanções a autoridades brasileiras e prejuízos econômicos ao Brasil, como modo de coagir os Ministros do Supremo Tribunal Federal a decidir favoravelmente ao réu Jair Messias Bolsonaro na AP 2.668/DF [processo da tentativa de golpe], em total desrespeito ao devido processo legal”, afirma Moraes.

O ministro cita casos como a suspensão de vistos dos ministros do Supremo e familiares; sanções econômicas contra o Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky como provas da articulação de Eduardo Bolsonaro com autoridades americanas.

O caso é analisado em plenário virtual pela Primeira Turma, modelo em que não há debate entre os ministros e permite o registro de votos no prazo de uma semana. Com a saída de Luiz Fux do colegiado, o recebimento da denúncia é votado apenas por quatro ministros.

Nesse julgamento, o STF avalia se a PGR trouxe indícios suficientes de que houve crime. Ou seja, ainda não se discute culpa, condenação ou absolvição, apenas se há elementos que justifiquem a instauração de um processo. Caso os ministros concordem com Moraes, será aberto um processo criminal formal, e Eduardo Bolsonaro passará a ser réu.

Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que Eduardo se valeu de uma rede de contatos com autoridades americanas para compelir o STF a encerrar os processos sobre golpe de Estado sem condenações.

Segundo a PGR, os denunciados usaram de “ameaças de violentas sanções e a efetiva aplicação de algumas delas” para coagir os ministros do Supremo.

No processo, a defesa de Eduardo foi feita pela DPU (Defensoria Pública da União), já que a Justiça não conseguiu fazer sua notificação. Ele foi avisado por edital, mesmo assim não apresentou defesa própria.

Na defesa prévia, a DPU diz que também não conseguiu contato com o parlamentar. Mesmo sem a “versão dos fatos” pelo deputado, o órgão pede a rejeição da denúncia.

O defensor público diz que o tipo penal denunciado não se enquadra com o emprego de violência e grave ameaça e o que foi narrado pelo procurador-geral da República foram apenas “articulações políticas” do parlamentar.

De acordo com o Art. 344 do Código Penal, o crime de coação no curso do processo penal tem pena prevista de reclusão de 1 a 4 anos e multa, além da pena correspondente à violência praticada.

Fonte: CNN

Pernambuco tem média de quase 6 mortes por mês em acidentes nas estradas estaduais, diz DER

Pernambuco tem média de 5,7 mortes mensais decorrentes de sinistros de trânsito ocorridos em estradas estaduais (PEs). Os números são relativos ao período entre janeiro e outubro deste ano, quando foram registrados 57 óbitos. Além disso, em média, 33,3 pessoas ficaram feridas por mês em 2025 em sinistros de trânsito nas PEs.

Segundo a divulgação desta sexta (14), do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), os dados são do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BRPv). O compartilhamento acontece em função ao Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, celebrado no próximo dia 17 de novembro, e conhecido pela prestação de homenagem às vítimas de sinistros de trânsito.

Redução

No geral, os dados representam uma queda em relação ao mesmo período do ano passado: em 10 meses de 2024, foram registrados 66 óbitos, com uma média de 6,6 por mês, apontando uma redução nas mortes de 13,6% em 2025.

No recorte dos feridos, os casos diminuíram de 359 em 2024, para 333 em 2025, configurando 7,2% casos a menos. A média mensal caiu de 35,9 para 33,3 no quesito.

Balanço das rodovias estaduais

Neste ano, em média 57,8 sinistros aconteceram em PEs, segundo o levantamento do BPRv. No mesmo período do ano passado, a média foi de 69,5 sinistros. O total de sinistros nas PEs caiu de 695 para 578 casos, uma redução de 16,8%.

Segundo o diretor-presidente do DER-PE, André Fonseca, o empenho conjunto do órgão e de seus parceiros na adoção de medidas integradas de engenharia, fiscalização e educação para o trânsito.

“O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito é um momento de reflexão sobre as vidas que se perderam e sobre o quanto podemos fazer mais pela segurança. Temos intensificado campanhas educativas, reforçando a sinalização e monitorado trechos críticos das PEs para garantir um trânsito mais seguro”.

Fonte: Diario de Pernambuco

Operação Papai Noel: SDS-PE reforça segurança para compras de fim de ano com 2,5 mil policiais

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) lançou a Operação Papai Noel, um serviço de reforço policial para garantir a segurança da população que intensifica o fluxo das compras nesta época de final de ano. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (14), no Pátio do Carmo, Centro do Recife.

Os trabalhos começam neste sábado (15) e seguem até o dia 31 de dezembro. O estado receberá lançamento extra de 2,5 mil policiais.

Nos 46 dias da operação, segundo o Governo do Estado, o lançamento total será de mais de 3 mil agentes.

Com foco maior na área central da capital pernambucana e nos polos regionais do estado, como Petrolina e Caruaru, a operação intensifica as rondas ostensivas e a atuação estratégica da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) nesses locais.

O comércio do Centro do Recife, inclusive, abrirá diariamente até o fim do ano a partir deste domingo (16).

O secretário estadual de Defesa Social, Alessandro Carvalho, garante que a operação não vai prejudicar a segurança dos bairros. Os trabalhos também se dão, segundo ele, por conta do pagamento do 13º salário. Entre novembro e dezembro, quase um milhão de pessoas transitam pelo comércio do Centro.

“Com isso, as pessoas querem comprar presentes para entes queridos e outros itens. A atenção da Polícia Militar está voltada para os comércios de rua e as pessoas que transitam pelas calçadas. Temos 103 câmeras instaladas nessa região e são monitoradas em tempo real, não somente pelo Centro Integrado de Operações de Defesa Social [Ciods], mas também por um caminhão com Plataforma de Observação Elevada”, frisa.

O trabalho executado pelos PMs vai ser preventivo contra roubos e furtos. Eles estarão a pé, motorizados, de bicicleta, a cavalo e com o uso de drones para ampliar a presença policial. O veículo citado pelo secretário possui duas telas.

Na primeira, há um mapa com pontos onde as viaturas estarão localizadas. Do caminhão vai ser possível acionar qualquer policial para algum ponto de urgência. Uma outra tela permite a visualização a partir de imagens de videomonitoramento.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, promete que este será “o ano mais seguro da história”, garantindo a segurança, inclusive nos sábados e domingos e reforçando a presença policial.

Fonte: Folha de PE