PF encontra foto de deputado deitado em cama com R$ 5 milhões em espécie

A Polícia Federal (PF) encontrou fotos do deputado estadual Tiego Raimundo Dos Santos Silva, o TH Joias, do MDB, com altos valores de dinheiro em espécie. Em uma delas, o parlamentar do Rio de Janeiro aparece deitado em uma cama com R$ 5 milhões em notas de R$ 50 e R$ 100. TH é suspeito de ser ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Conforme apuração da TV Globo, estima-se que o deputado tenha movimentado, em cinco anos, mais de R$ 140 milhões para financiar o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Ele está preso desde a última quarta-feira (3) após denúncia protocolada pelo Ministério Público do Estado.

Acusados mantinham vínculos estáveis com CV

A denúncia do MP desencadeou a “Operação Bandeirantes”, da PF. Conforme o texto, os acusados mantinham vínculos estáveis com a facção criminosa Comando Vermelho, o CV, atuando nos Complexos da Maré e do Alemão e na comunidade de Parada de Lucas.

O grupo é acusado de intermediar a compra e venda de drogas, armas e equipamentos antidrones usados para dificultar operações policiais nos territórios ocupados pela organização, além de movimentar grandes somas em espécie para financiar as atividades da facção.

TH Joias

Antes de entrar na política, o deputado TH Joias, do MDB, ficou famoso ao ter peças de ouro e diamantes — desenhadas pela empresa dele — usadas por jogadores como Neymar, Vini Jr. e Adriano Imperador ou pela cantora Ludmilla.

Segundo o g1, a história do joalheiro começou no Morro do Fubá, na Zona Norte do Rio, onde nasceu. Lá, TH herdou o ofício do pai.

Após as aulas, o menino ia para a loja da família em Madureira acompanhar o trabalho do pai como ourives e como administrador do local. Aos 19 anos, o caçula de cinco irmãos herdou o negócio e começou a vender joias.

Ao mesmo tempo, em que deslanchava nos negócios, TH apoiava projetos no interior das favelas e patrocinava festas como a do Dia das Crianças em Honório Gurgel. Além disso, usava recursos próprios para financiar atletas e músicos em favelas.

Na eleição de 2022, ele ganhou 15.105 votos. Ficou como suplente e conquistou a vaga na Alerj, em 2024 com o falecimento de Otoni de Paula pai.

Fonte: Diário do Nordeste

Com Bolsonaro preso, PL aposta em Michelle e Tarcísio como símbolos no 7 de Setembro na Paulista

O Partido Liberal (PL) quer transformar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em protagonistas da manifestação do 7 de Setembro, que ocorre na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo. A escolha ocorre em um momento em que Jair Bolsonaro está afastado dos atos públicos, uma vez que cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto.

Neste contexto, Michelle tem assumido as rédeas dos compromissos políticos da família. Tarcísio, por sua vez, foi autorizado pelo ex-presidente a nacionalizar temas e tem tocado a articulação da anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro e em todas as manifestações que culminaram no episódio.

A presença da ex-primeira-dama, no entanto, ainda é incerta. Segundo sua assessoria, a ida depende do estado de saúde do ex-presidente, que enfrenta crises de soluço em decorrência da facada sofrida nas eleições de 2018. Em nota divulgada nesta sexta-feira, a equipe de Michelle informou que a confirmação só será feita no domingo. Se participar, será em São Paulo. Caso contrário, um áudio seu vai ser reproduzido simultaneamente em todos os estados onde houver atos organizados por aliados.

Apesar da cautela da ex-primeira-dama, o pastor Silas Malafaia, responsável pela organização do evento na Paulista, garante que tanto ela quanto Tarcísio estão escalados para discursar. O governador já confirmou presença e deve assumir o microfone.

A mobilização deste ano tem peso simbólico: é o primeiro 7 de Setembro sem Jair Bolsonaro em cima do trio elétrico. Para o PL, caberá a Michelle e Tarcísio ocupar esse espaço e dar fôlego à militância. Ambos surgem hoje como os principais nomes do campo bolsonarista para a eleição de 2026 e aparecem na última pesquisa Datafolha tecnicamente empatados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de o petista ter vantagem numérica.

A expectativa é que o ato gire em torno de duas bandeiras: a defesa da liberdade de Bolsonaro e a pressão pela aprovação de uma anistia no Congresso.

— A pauta será reaja Brasil, pela injustiça. Reaja Brasil, por anistia. Reaja Brasil pelo julgamento de Bolsonaro — disse Malafaia.

O ex-presidente, por orientação dos advogados, não deve ter qualquer imagem sua veiculada, após a última participação virtual ter resultado em sua prisão domiciliar.

Além de Michelle e Tarcísio, outros nomes já confirmados no ato na Paulista incluem o governador de Minas Gerais, Romeu Zema; o de Santa Catarina, Jorginho Mello; o senador Rogério Marinho; o líder do PL, Sóstenes Cavalcante; e os deputados Nikolas Ferreira, Gustavo Gayer e Marcos Feliciano.

Com Bolsonaro fora do jogo, Tarcísio deve assumir a linha de frente no palanque. Aliados afirmam que ele fará um discurso enfático em favor da anistia. A pauta vem sendo tratada como um pedágio para sua candidatura presidencial, como herdeiro do espólio de Bolsonaro.

Fonte: O Globo

Influenciadores estão deixando as redes e voltando ao regime CLT

Sob o apelido de @alanitcha e uma brincadeira com uma emissora fictícia, a criadora de conteúdo Alana Azevedo, 33, conquistou o público da internet e o mercado publicitário. No auge, fez campanhas para marcas como Quinto Andar, Globoplay e Mercado Livre. Com o dinheiro da internet, conseguiu realizar o sonho de construir uma casa para a mãe.

No entanto, o sucesso nas redes não foi suficiente para ter a criação de conteúdo como trabalho exclusivo. Há dois anos, a influenciadora decidiu migrar para o regime CLT em busca de estabilidade financeira, saúde mental e perspectiva de carreira no longo prazo.

Ela não é a única a fazer o movimento contrário a onda de profissionais que estão desistindo do mercado formal. Segundo Rafaela Lotto, CEO da Youpix, consultoria de economia de influência, está mais difícil viver como influenciador. Isso acontece em razão ao aumento da concorrência, com mais criadores atuando em diferentes nichos, aos desafios de empreender no Brasil e à própria evolução do setor, que demanda diversificação das fontes de receita.

“As pessoas entenderam que ser influenciador exige mais do que ser só uma pessoa legal e ter meia dúzia de marcas parceiras porque até mesmo para manter os contratos é difícil”, afirma Rafaela Lotto, CEO da Youpix, consultoria de economia de influência.

Hoje, os influenciadores que alcançam estabilidade financeira não dependem de um único modelo, a exemplo de parcerias com marcas ou monetização das plataformas, explica Lotto. Aqueles que enxergam a atuação na internet como um negócio podem diversificar a receita com palestras, cursos, venda de produtos e outras frentes.

O desafio para equilibrar uma carreira economicamente favorável também inclui disputar a verba das marcas, uma vez que o mercado está mais concorrido, além de desenvolver modelos de negócio menos dependentes de uma única fonte de renda.

“Isso exige uma mentalidade empreendedora e pode ser um processo desgastante. Enquanto isso, a (pessoa no regime) CLT acena com plano de saúde e ainda tem a possibilidade de voltar com mais desenvoltura com um perfil mais útil para as empresas”, avalia Lotto.

A maioria dos influenciadores brasileiros recebe entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, aproximadamente 31%, de acordo com pesquisa mais recente da Youpix em parceria com a Brunch sobre o cenário de criação de conteúdo no País. Ainda conforme o levantamento, somente 14,36% recebem entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. Acima de R$ 100 mil, apenas 0,54%.

Fundadora de emissora fictícia agora é CLT

Alana Azevedo, por exemplo, relembra que na época em que viveu exclusivamente da renda da internet, entre 2021 e 2023, não tinha plano de saúde. “Recebia como autônoma, mas não priorizava isso. Na CLT, a empresa fornece esses benefícios”, conta em entrevista ao Estadão.

A criadora de conteúdo teve ascensão nas redes sociais em plena pandemia após criar uma personagem fictícia. O meme viralizou durante uma entrevista com o apresentador Chico Barney em que Alana simulava ser ex-participante do BBB21 e fundadora de uma emissora rival da Globo, a ‘globe’, com os programas “Menos Você” e “Desencontro”.

Na época, a então influenciadora atuava no regime CLT e pediu demissão para se dedicar ao trabalho na internet. “Aproveitei o hype, mas não sabia como seria nos próximos meses. Tirei um tempo para entender onde aquilo ia me levar”, relembra.

Foi quando decidiu focar 100% nas redes sociais e realizar uma das metas pessoais com a renda: construir uma casa para a mãe.

Ao mesmo tempo em que fechava campanhas com grandes empresas, Alana começou a se perguntar se teria facilidade de retornar ao mercado formal após alguns anos atuando como criadora de conteúdo.

A resposta veio em 2023, quando recebeu uma proposta de uma agência de publicidade e trocou Volta Redonda (RJ) por São Paulo (SP) para assumir um cargo CLT, em regime híbrido, com expediente de segunda a sexta-feira.

Mesmo com um bom retorno financeiro a partir da carreira de influenciadora, Alana diz que a incerteza sobre a renda e o receio de perder espaço no mercado pesaram na decisão. “Não sou herdeira”, ressalta. Outro fator para a mudança foi o cansaço mental que sentia na hora de criar conteúdo.

“Sem a internet, não seria possível construir a casa. Se não fosse também por esse controle financeiro que tinha com o dinheiro que estava recebendo, também ia ficar muito difícil”, diz Alana.

“Quando peguei essa oportunidade, não foi porque as coisas estavam dando errado. Foi um pensamento no sentido ‘está dando certo, então vou aproveitar para retornar e deixar gradativamente a criação de conteúdo como renda principal”, afirma.

Rafaela Lotto, da Youpix, confirma que migrar da carreira de influenciador digital para o regime CLT ainda carrega um estigma. “Tem uma sensação de fracasso, como se não tivesse dado certo”, diz.

Hoje, a fundadora da ‘globe’ produz conteúdo para as redes e faz campanhas apenas como extra. Durante as férias do trabalho formal, por exemplo, chegou a recusar uma publicidade por estar priorizando o novo momento profissional.

Ela estima que nos primeiros anos como influenciadora chegou a ganhar mais do que recebe atualmente, mas justifica que a estabilidade do mercado formal compensa. “Todo mês tem dinheiro caindo na conta. Às vezes, como criadora, não é assim”, revela.

Baixa remuneração e falta de convívio com outras pessoas também motivam mudança

Durante um ano, período em que atuou exclusivamente como criadora de conteúdo, o teto de remuneração da produtora audiovisual Gabrielle Gimenes, 28, foi de R$ 5 mil. De monetização no TikTok, o maior valor que recebeu em um mês foi R$ 2,5 mil, em outros ganhou somente R$ 30.

Além da monetização das plataformas, a produtora também atuava no modelo UGC (User Generated Content), no qual cobrava entre R$ 300 e R$ 1 mil por vídeo para as marcas que a contratavam.

Mesmo com o vaivém de projetos ao longo dos meses, a instabilidade financeira a fez se movimentar para conseguir um emprego de carteira assinada. Como estratégia para não fechar portas no mercado formal, seguiu com o perfil no LinkedIn ativo e manteve contato com algumas empresas.

A partir da movimentação profissional, Gabrielle foi contratada para executar funções como criadora de conteúdo em uma empresa de educação. “Basicamente, sou uma TikToker CLT. Crio conteúdo para a marca, faço os roteiros e gravo vídeos”, descreve.

Presencialmente no escritório quatro dias por semana, a produtora diz que os benefícios oferecidos pela empresa (plano de saúde, VR e VA) compensam o modelo de trabalho.

“Nunca me fechei para o mercado de trabalho, mas comecei a pensar que estava mais perto dos 30 do que dos 18 anos. Quero estabilidade, viajar, fazer planos. A criação de conteúdo não me dava essa segurança”, afirma Gabrielle.

A criação de conteúdo ficou em segundo plano e funciona apenas como renda extra, em torno de R$ 1 mil a R$ 2 mil por mês, estima. “Sigo com minha MEI ativa. É cansativo conciliar, mas enquanto der, vou dosando”, diz.

Em algumas situações, a remuneração pode diminuir após a transição para o regime CLT. Foi o caso da coordenadora de conteúdo Caroline Dallepiane, de 33 anos, que teve a renda mensal reduzida pela metade com a mudança.

Apesar da queda de salário, a ex-influenciadora afirma não se arrepender de ter aceitado a proposta em uma empresa de dança em Joinville após atuar sete anos como criadora de conteúdo.

“Eu ganhava mais, porém não aprendia nada novo. Sentia falta de ter outras pessoas para conversar, uma comunidade mesmo”, conta, ao mencionar a solidão como um dos motivos que a fez migrar para o mercado formal.

Caroline também atribui a decisão aos episódios de ansiedade que desenvolveu como autônoma, provocados tanto pela insegurança financeira — ainda que ganhasse mais — quanto pela baixa autoestima profissional.

Ao contrário de Alana, que admite ter mais flexibilidade de horários na época em que era autônoma, para Caroline o dia não tinha hora para acabar. “É uma ilusão de fazer o próprio horário. Trabalhava de segunda a segunda, o tempo todo”, revela.

Ela começou a trabalhar com a atual empresa ainda como prestadora de serviços, até ser convidada para assumir uma vaga fixa. Agora, Caroline enxerga a produção de conteúdo como um hobby e não pretende voltar a viver exclusivamente disso. “Enquanto me quiserem no CLT, estarei por aqui”, diz.

Do outro lado da tela, quem decide continuar ou começar a vida como influenciador corre o risco de associar a criação de conteúdo ao imaginário de riqueza abundante, alerta Rafaela Lotto, CEO da Youpix.

“Existe uma falsa ideia de que ser influenciador é andar de jatinho. Talvez teremos uma classe média de criadores, que paga as contas, mas não é mais atraente do que ter um trabalho CLT que não paga milhões de reais, mas permite viver bem”, afirma.

Lotto pondera que há novas formas de trabalhar como creator economy. Essa mudança aparece não só pela necessidade de criar novas fontes de receita, como também das oportunidades que surgem no mercado por trás das câmeras.

Fonte: Estadão

Empresário morre em acidente duas horas após comprar Porsche no RS

Um empresário de 45 anos morreu em um acidente de carro duas horas após comprar o veículo, modelo Porsche Cayman, na concessionária, segundo a polícia. O acidente aconteceu no km 166 da rodovia BR-386, em Carazinho, no Rio Grande do Sul. A vítima estaria levando o automóvel para um mecânico de confiança.

O veículo de luxo tinha placas de Rondinha (RS). O motorista, natural de Ibirubá (RS), perdeu o controle do veículo e saiu da pista na tarde de quinta-feira, 4.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) permaneceu no local orientando o trânsito e coletando informações para o seu laudo pericial. As causas do acidente estão sendo apuradas.

O empresário foi identificado como Jonas Stefanello, sócio proprietário de quadras esportivas e filho do presidente da cooperativa Coprel, Jânio Vital Stefanello. Ele havia completado 45 anos dois dias antes do acidente.

Nas redes sociais, a empresa lamentou o falecimento. “De sorriso fácil e um carisma ímpar, Jonas tinha grande facilidade em fazer amigos, e era conhecido por seu jeito descontraído e alegre. Sua energia contagiante marcava os lugares por onde passava”, diz nota.

Jonas era sócio proprietário de quadras esportivas. “Fazendo destes espaços um ponto de encontro de amizades, convivência e incentivo ao esporte”, completou a cooperativa.

O velório e sepultamento aconteceram nessa sexta-feira, 5, em Ibirubá. Jonas deixa a esposa e uma filha de 9 anos.

Fonte: Terra

Lula defende soberania e Pix e ataca ‘traidores’ em pronunciamento do 7/9

O presidente Lula (PT) defendeu a soberania nacional, o Pix e a isenção do Imposto de Renda e atacou políticos, que chamou de “traidores da pátria” durante o discurso do Dia da Independência, transmitido na noite de ontem.

“É inadmissível o papel de alguns políticos brasileiros que estimulam os ataques ao Brasil”, afirmou o presidente. “Defendem apenas seus interesses pessoais. São traidores da pátria. A História não os perdoará.”

Presidente defendeu soberania do Brasil diante de outros países. “Não somos e não seremos novamente colônia de ninguém. Somos capazes de governar e de cuidar da nossa terra e da nossa gente, sem interferência de nenhum governo estrangeiro”, disse. O presidente não citou Donald Trump, presidente dos EUA, que aplicou taxas de 50% a centenas de produtos brasileiros.

Pronunciamento também teve defesa do Pix. “O Pix é do Brasil. É público, é gratuito e vai continuar assim”, disse Lula. Em julho, o governo americano anunciou uma investigação que tinha o sistema de pagamentos brasileiro entre seus alvos.

O discurso acontece durante a movimentação da anistia no Congresso e ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sem citar diretamente o antecessor ou bolsonaristas, Lula disse que “o presidente do Brasil não pode interferir nas decisões da Justiça brasileira, ao contrário do que querem impor ao nosso país”.

Lula citou isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A medida é uma das principais bandeiras da atual gestão. Além disso, a recente operação da Polícia Federal contra o crime organizado e a disseminação de fake news por meio de redes sociais também foram lembradas.

“Traidores da pátria” já haviam sido citados por Lula em julho. Naquele mês, o presidente afirmou em pronunciamento que o tarifaço americano aos produtos brasileiros era uma “chantagem inaceitável” e que seus apoiadores eram traidores do Brasil.

Fonte: UOL