
Felca, 27, esteve na noite de ontem no Altas Horas e falou sobre a repercussão do vídeo-denúncia “Adultização”, no qual expôs a exploração de menores.
O influenciador falou sobre as ameaças que está recebendo. “Algumas ameaças, sim, algumas críticas, movimentos de difamação, de tentar descredibilizar. Eu e meus amigos sabíamos o que estávamos fazendo, que era grande, tudo era esperado.”
No entanto, Felca mostrou tranquilidade e disse que quem deve ter receio “são os pedófilos”. “Pedófilos se sentiram atacados pessoalmente. Mas, sinceramente, quem tem que ter medo são eles, não uma pessoa que está denunciando, quem tem que ter medo são os pedófilos.”
“Observei na internet esse movimento de crianças produzindo conteúdo e o público era dividido entre crianças e pais, mas tinha pedófilos”, disse.
Ele falou sobre os conteúdos compartilhados que podem parecer inofensivos. “Eram conteúdos inocentes, criança brincando, se divertindo, mas tinham pedófilos ‘cantando’ aquelas crianças. Você vê aquilo, vê pessoas que adultizam propositalmente a criança… Se você não sente uma indignação, não é ser humano. Eu senti uma indignação, tinha um público e falei. Liguei minha câmera no meu quarto e causou um movimento tão gigantesco que está sendo nebuloso, meio difícil de cair a ficha.”
Por outro lado, Felca celebrou o alcance do vídeo e contou receber registros de pessoas consumindo seu conteúdo de denúncia.
“Me mandaram fotos de pessoas assistindo ao meu vídeo no ônibus, no metrô. Fico muito feliz porque não é sobre mim, é sobre a causa.”
Após a publicação do vídeo, as redes sociais do influenciador cresceram. “Eu tinha, em todas as redes, talvez, de 15 milhões a 20 milhões. Na rede social principal, 8,8 milhões. Hoje, só na rede principal, [tenho] 15,5. Em cinco dias, foram mais de sete milhões e crescendo.”
O youtuber contou ao Serginho que quis começar a criar conteúdo para a internet quando tinha somente 12 anos, mas foi orientado pelos seus pais para esperar. “Meus pais falaram que era bacana o que estava fazendo, mas era cedo, tinha que esperar amadurecer. Na minha cabeça de pré-adolescente, não entendi, fiquei revoltado por um tempo. Hoje olho para trás, entendo e agradeço aos meus pais.”
Fonte: UOL